Com uma carreira de sucesso de mais de uma década, o DJ Viktor Mora dispensa apresentações. Batemos um papo com ele para saber um pouco mais sobre o passado, presente e futuro de um dos maiores hitmakers - junto com seu parceiro Naccarati - da House Music nacional.
Você começou sua carreira de DJ bem cedo – aos 16 anos – e faturou alguns prêmios ainda bem jovem. Como foi a transição para começar a produzir suas próprias músicas?
Comecei com a ideia de produzir depois de ler algumas matérias em que grandes DJs falavam sempre "que uma música faz sua própria propaganda". Por exemplo: um DJ toca em uma festa para 1.000 pessoas, se sua musica for tocada por muitos DJs em cada festa de 1.000 pessoas, você será muito mais divulgado do que apenas tocando - isso quem falou foi o Tiesto. Logo depois de ler isso, fui convidado por uma agência de publicidade de São Paulo para fazer uma track para ser colocada no CD da (bebida) Amarula. Seria um CD promocional com uma música de cada DJ.
Foi então que fiz minha primeira track com o Naccarati - que já era meu parceiro e muito amigo -, chamada Afrika. Depois disso não paramos mais. Hoje temos mais de 50 tracks lançadas, por mais de 15 diferentes labels, presentes em todos os sites do gênero.
Como começou a parceria com Naccarati e como é a metodologia de trabalho de vocês no estúdio?
O Nacca e eu nos conhecemos desde os 15 anos, a gente tocava em festinhas em Sorocaba e tínhamos muitos amigos em comum. A gente sempre teve as mesmas ideias e gostávamos das mesmas coisas. Comprávamos discos juntos e não podia ser diferente de ter uma parceria nas produções. Aprendemos muita coisa e hoje nos encontramos no estúdio toda semana.
Nossa metodologia de trabalho é a seguinte: às vezes quando um tem uma ideia, começa sozinho, mas logo o outro vem para ajudar e dar uma opinião. Até mesmo porque tem dias no estúdio em que você, sozinho, fica travado e quando tem alguém por perto o negócio anda. As ideias dobram!
Sua residência na Anzu Club já dura 11 anos. O que você faz para permanecer inovando, para nunca se estagnar?
A Anzu é um club muito especial para mim. Sempre aprendi muito tocando lá, recebendo muitos DJs, tocando para muitas pessoas todo sábado. Sempre falo para meus amigos que meu carro já vai sozinho ate lá....
Além da Anzu eu toco pelo Brasil todo durante a semana. São pelo menos 3 gig's por semana então, se eu não me atualizar, eu mesmo enjôo das musicas que eu toco. Eu estou sempre me atualizando em sites, revistas e trocando músicas com DJs amigos do mundo todo. Recebo muitos promos das gravadoras e isso ajuda muito também. Alem das tracks e remixes que eu faço para eu tocar.
Na Anzu você tem a oportunidade de dividir o palco e conhecer os maiores DJs e produtores do mundo. Esses contatos já renderam muitos frutos para a sua carreira?
Com certeza. É muito legal receber DJs e produtores que fazem as tracks que eu mesmo toco. Isso para mim é muito legal e até hoje eu gosto de tocar com os DJs que tocam o mesmo estilo que eu, os DJs que estão na mídia atual. Muitos deles chegam na Anzu e ficam impressionados com o club, o som, a cabine e muitos deles mantêm contato via e-mail , myspace...
O legal - e que acontece muito - é, depois de alguns meses ou semanas, ver que minha música esta no set desses DJs, que as músicas que eu mandei para eles por e-mail ou entreguei o CD na própria Anzu está no case deles e sendo tocada no mundo todo. Já vi o David Guetta tocar minha track no Privilege em Ibiza, assim como Layo e Bushwacka, Morillo, Steve Angello e muitos outros...
Você já tocou em diversas partes do mundo, em clubes e festas de grande renome. Qual foi a gig internacional mais marcante de sua carreira?
Aqui no Brasil estou acostumado a pegar vôos para todos os lados, o Brasil é gigante então se a gente pensar muitos DJs da Europa viajam menos horas que a gente e tocam em paises diferentes. Lá, voos de 1 a 2 horas ligam países de línguas diferentes . Mas quando falamos em uma festa que vamos tocar fora do Brasil é bem diferente no que pensamos, no que iremos tocar e assim começamos a preparar o case para essa Tour internacional.
Mas o Brasil hoje em dia é o melhor lugar para tocar no mundo todo. Tem gente bonita, vibe incrível e é por isso que todos os DJs internacionais querem tocar por aqui. Hoje o Brasil é a mina de ouro da música eletrônica. Eu adoro tocar aqui, viajar de um lado para o outro tocando é muito bom.
Uma gig internacional bem especial foi uma das vezes em que eu toquei no SPACE de Ibiza. Foi no ano de 2005 e tinha muitos brasileiros por lá e dai me senti em casa. Isso me deixou mais tranquilo e fiz realmente o som que eu gosto de tocar e toco sempre. Foi incrível e muito especial ter o sabor de estar tocando no melhor club do mundo, com uma parte do publico do nosso pais.
Para finalizar, quais os planos para o futuro?
Continuo trabalhando muito forte no estúdio, lançando tracks e tocando toda semana. Uma novidade é a nova gravadora Movida Music, que é uma filial da Lokik Records e que esta vindo com forca total (eu e o Nacca que comandamos os lançamentos). A gravadora teve seu primeiro lançamento no mês passado e com certeza vai fazer barulho no mercado do house e progressive house.
Outra novidade é o Mora & Naccarati Live Audio Visual, que é o nosso projeto de live com imagens linkadas ao som. O live é muito diferente de todos os outros que já vimos no mundo todo, temos uma parte em que colocamos a imagem do presidente dos EUA (Obama), Martin Luther King e outras novidades que fazem conexão entre imagem e som.
Abaixo, alguns presentes de Viktor Mora para os leitores do Plastiq Musiq, divirtam-se!
DJ Set (Abril 2009): Parte 1 | Parte 2
Tracks:
Mora & Naccarati - Terraza
Mora & Naccarati - Terraza Dub
Mora & Naccarati - Flash Light
Mora & Naccarati - Sorolands
Viktor Mora & Naccarati - Sold Out
Viktor Mora & Naccarati - Your Eyes
Mais infos e músicas: www.myspace.com/moradj | www.agenciadedjs.com.br
19/05/2009
DOSSIÊ COMPLETO: DJ Mora
Postado por Plastiq às 13:33
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