DJ há 10 anos, o holandês Pitto começou a produzir suas primeiras faixas em 2005 e, a cada lançamento, vem chamando mais a atenção do mundo com suas produções hipnóticas e elegantes.
Comparado ao lendário produtor americano Moodymann pela revista DJBroadcast, bastante elogiado pela Pitchfork Media e apoiado por um batalhão de DJs/produtores do primeiro escalão como Dubfire, Laurent Garnier e DJ Hell, entre muitos outros, Pitto sacudiu o Miami WMC 2009, com a faixa “Feelin’”, tocada à exaustão por dezenas de DJs, sempre com excelente receptividade do público.
Batemos um papo com o produtor para entender melhor como esse cara criado numa pequena vila rural da Europa veio a se tornar um dos nomes mais promissores da House Music internacional.
Há um grande hype em cima do nome “Pitto” desde o lançamento de “Sexvibe” no ano passado, que ficou ainda maior com seu último single “Feelin’”, que está no case de muitos dos maiores nomes da música eletrônica. O que você acha de tudo isso?
Bem, fico muito feliz! Há muitas coisas acontecendo, então não tenho muito tempo para pensar nisso, na verdade. Mas isso que você mencionou realmente está rolando.
Hoje você faz mais lives ou mais DJ sets?
Eu faço mais lives, mas ultimamente as duas coisas estão ficando mais equilibradas, eu acho.
Eu comecei a fazer DJ sets 10 anos atrás, então eu sei como manipular uma pista de dança. Quatro anos atrás eu comecei a fazer só live sets, mas agora isso está mudando e eu estou me divertindo fazendo meus DJ sets, principalmente junto com meus amigos, como o DJ Nuno dos Santos.
Como é feito seu live, que vem sendo tão elogiado, e o que as pessoas podem esperar quando vão ver você tocar?
Meu live é feito com um laptop, alguns controladores, sintetizadores e módulos de efeitos – uso muitos equipamentos, na verdade – e, ultimamente, também venho fazendo alguns vocais, com uns efeitos bem malucos. A receptividade do público vem sendo ótima, então meu plano é continuar fazendo dessa forma, com muita energia!
Suas faixas estão no case de muitos DJs. E no seu case, o que podemos encontrar de novidades?
Algumas das faixas que mais venho tocando nos últimos tempos são:
1 “Sounds Like Summer”, Ross Couch (Body Rhythm Records)
2 “Devil’s Water”, James Zabiela's “More Umph” (Rebirth)
3 “Can't Change”, Origami/Andrew Phelan (Prismatic Tracks)
4 “Break Up”, Sasse (Toolroom)
5 “In The Air”, Javi Lopez (Open Bar Music)
E a cena eletrônica holandesa, como anda?
Está boa! Saudável e forte. Estou adorando o modo como as coisas estão por aqui. Tenho feito minhas próprias festas e estas têm sido muito boas também!
O que você acha desse revival de French House e Disco que está rolando?
Eu não tenho uma opinião formada a esse respeito. Eu apenas faço a minha música. “Feelin’”, por exemplo, foi feita cinco anos atrás, mas só foi lançada esse ano. Mas eu a produzi porque era o que eu estava a fim de fazer, não para que soasse como o que está na moda ou algo assim. Eu faço música que eu gosto e depois coloco no “compartimento” adequado, como dançante, “escutável”, fofa... (risos). Acho que você vai perceber quando meu álbum for lançado.
Aproveitando a deixa, quando o álbum “Green” será lançado? A sonoridade vai ser muito diferente daquela encontrada nos singles? O que você pode adiantar para nós?
Bem, o álbum será lançado lá pelo final do ano e vai ter um pouco de house, techno, algumas coisas mais “jazzy” e até músicas cantadas, compostas de uma forma bem “tradicional”, com a participação de alguns vocalistas e instrumentistas com quem venho trabalhando em estúdio.
E sobre as suas gigs pelo mundo, quais foram as mais marcantes para você?
Minha festa “Stekker” tem sido ótima, muito louca mesmo! Apesar de que abrir o novo show do Laurent Garnier também foi bem legal...
O que mais podemos esperar do Pitto em 2009? Planos para vir ao Brasil?
As coisas estão simplesmente acontecendo, sem muitos planos. Devo terminar o álbum em breve e, quando estiver pronto, farei algumas tours, com certeza.
Para os brasileiros, por enquanto, agradeço o apoio e desejo tudo de bom para todos aí!
Mais infos: www.myspace.com/pittolive
23/06/2009
Pitto: música com “feelin”
Postado por Plastiq às 20:06 0 comentários
13/06/2009
Flow & Zeo - amor, techno e batidas tropicais
Essa semana entrevistamos o casal de DJs/produtores cariocas Flow & Zeo. Eles contam sobre sua carreira, o selo Tropical Beats - do qual são sócios - e suas diversas atividades ligadas à música.
A primeira coisa que tenho que confessar é que acompanho o trabalho de vocês há alguns anos e que suas produções vêm melhorando a cada novo lançamento. Como vocês vêem essa evolução, desde o lançamento de “Illusion” até hoje?
A evolução é constante, aprendizado, desenvolvimento de novas tecnologias. A “Illusion” foi a primeira música que lançamos, em 2003, teve até um vídeo clip que passou no programa AMP da MTV. De lá pra cá muita coisa aconteceu, já tem mais de 2 anos que profissionalizamos o nosso home-studio com acústica e mais equipamentos analógicos, além de diversas parcerias com produtores renomados como Oliver Klein, Jon Gurd e Kasey Taylor, lançamentos em labels de peso como Kling Klong, 303Lovers, Hotfingers, Vapour e alguns top de vendas.
Apesar de já terem bastante material próprio, vocês ainda não se apresentam no formato Live Act, certo? É por convicção – preferência por fazer DJ sets mesmo – ou há planos de um live no futuro?
Acabamos de estrear o nosso live áudio visual FUZION, em parceria com a agência de multimídia Comparsas. São produções próprias e imagens autorais, unidas e sincronizadas, proporcionando um impacto sensorial. O conceito principal é o contraste da vida cotidiana no caos urbano com a paz e a harmonia da natureza, demonstrado através das imagens e do som. As apresentações são feitas ao vivo, com interferências em tempo real, criando uma atmosfera hipnótica e dançante.
Contem-nos como surgiu a Tropical Beats.
A Tropical Beats foi criada em 2004, inicialmente pelo Claudio Brio, James Monro e Jokke Ilsoe. Nós éramos artistas fundadores e entramos de sócios em 2005. O objetivo principal sempre foi dar suporte e profissionalizar a carreira dos artistas com a agência e a gravadora. O nosso relacionamento sempre foi muito bom e com o tempo fomos conquistando algumas parcerias importantes como o beatport para a venda de músicas e a Clique Bookings para tours internacionais como fizemos agora com o Trentemoller.
Além de tocar, produzir e gerenciar o selo, vocês ainda promovem eventos, fazem trilhas para grifes, etc... como conciliam o tempo entre todas essas atividades e qual o foco principal de vocês nesse momento?
É uma correria grande! Procuramos dividir 50% do nosso tempo para o lado artístico que envolve pesquisa musical, produção, promoção, gigs etc... e o lado business que abrange as atividades da Tropical Beats e eventos. Além da vida pessoal que também necessita de atenção e recarrega nossas energias.
Vocês já se apresentaram nos principais clubs, festas e festivais de todo o Brasil e em diversas partes da Europa. Contem-nos quais foram as gigs e experiências mais marcantes para vocês durante todas essas viagens.
Algumas... a apresentação no Love Parade foi a mais marcante, 1,2 milhões de pessoas nas ruas de Essen - Alemanha. Foi uma experiência única, ver todo o movimento de uma cidade organizada para um evento de música eletrônica. É excelente ter a oportunidade de apresentar nosso trabalho fora do nosso pais, absorvemos muita informação, além de nos divertimos! Adoramos também tocar no Brasil, o público é sempre receptivo e caloroso. Existem muitos eventos e clubs do mesmo nível ou até melhores dos que os internacionais como o Club D-edge e os festivais Skol Beats e Chemical Music.
Tem uma pergunta que é boba, mas não dá para resistir: qual o lado bom e o lado ruim de ser um casal trabalhando juntos nessa carreira?
Com certeza o lado bom pesa mais...é muito gratificante porque amamos o que fazemos e nos completamos em muitas coisas. Claro que as vezes não é fácil separar todos este lados, mas a recompensa vale muito. Não tem nada melhor do que poder compartilhar uma conquista profissional com o seu parceiro. O amor alimenta a música e a música alimenta o amor, é um ciclo vicioso!!!
Quais os planos para o futuro de Flow & Zeo e da Tropical Beats?
Os planos são continuar trabalhando e evoluindo na nossa carreira artística, produzindo muitas músicas, tocando bastante e expandindo a Tropical Beats, que hoje já atua nas áreas de agenciamento, gravadora, rádio, venda de produtos, eventos e distribuidora (TB Bookings, TB Records, TB Radio, TB Shop e TB Net).
Mais infos: www.myspace.com/flowezeo
Postado por Plastiq às 16:15 0 comentários
