Respeitadíssimo pela maioria dos produtores de primeira linha - entre eles os brasileiros Gui Boratto e Anderson Noise -, o alemão Robert Babicz é, provavelmente, o masterizador mais requisitado da cena eletrônica, por sua experiência e, principalmente, sua genialidade. Saiba um pouco mais sobre ele nessa entrevista exclusiva ao Plastiq Musiq.
Como foi a transição de programador de softwares para programador de música? Nesses tempos de Google, Facebook e todos esses programadores de software milionários, você alguma vez já se arrependeu pela troca?
Eu nunca fui um programador profissional, na verdade. Eu programava na época da escola, em um C64 ou em um Amiga, mas tudo o que eu queria era mesmo fazer música...
São poucos os produtores da época da Acid House que continuam relevantes hoje em dia. Qual o segredo da sua “longevidade”?
Eu amo o que eu faço e vivo com muito sangue e suor. Eu sou a minha música e não me importo com o que as pessoas dizem que está na moda ou é “cool” no momento. Eu apenas confio no meu coração.
Além de um excelente produtor, você é um dos masterizadores mais respeitados na cena eletrônica. Como você divide seu tempo entre suas produções, as tours e a masterização do trabalho de outros artistas? Você deve recusar um monte de trabalhos, né?
É muito trabalho, relamente. Tempo livre é uma coisa rara pra mim, então eu não posso pegar todos os trabalhos que me solicitam. Às vezes é difícil achar tempo até para responder meus e-mails porque são tantos por dia...
Você tem alguns itens bem diferentes no seu estúdio, como os equipamentos que pertenceram ao serviço secreto alemão, a estações de rádio e TV. Você encontra meios de utilizar todos eles ou alguns são apenas peças de colecionador que você brinca de vez em quando?
Eu não sou um colecionador. Eu uso todos os meus equipamentos regularmente. Para mim não faz sentido manter coisas que não têm utilidade.
Eu sempre estou de olho no eBay e vários amigos me dão um toque quando vêem algum equipamento que pode me interessar.
Também tem o meu amgo Mitch, que faz todas as adaptações e consertos nas minhas coisas.
Muito se diz sobre seus live sets serem totalmente ao vivo. Como você faz? Que equipamentos utiliza?
Meu setup está sempre mudando, nunca é 100% igual de uma apresentação para a outra, porque eu estou sempre aprendendo coisas novas. Então, basicamente, eu uso um ou dois laptops da Apple, controladores, às vezes drum machines, equipamentos da Korg, Native Instruments, etc...
E o que você pensa sobre DJ sets? Nunca curtiu fazer?
Não, nunca achei interessante a idéia de tocar música dos outros se eu posso fazer tudo sozinho, do jeito que eu gosto.
Você tem planos de voltar a trabalhar com o Gui Boratto, o Anderson Noise ou algum outro produtor brasileiro?
Eu fiz um remix para o Gui há poucas semanas e ele vai fazer um para mim, do primeiro single do meu próximo álbum. Além disso, o Gui e o Anderson são meus amigos, então sempre que eu toco no Brasil eu tento encontrá-los. Aliás, em outubro estarei de volta ao país!
Seus lives aqui no Brasil são sempre muito bem comentados pelo público e pela mídia especializada. O que você acha do nosso país e que mensagem gostaria de deixar para os brasileiros?
Eu amo o Brasil, é um dos meus lugares preferidos do mundo. Eu poderia até pensar em me mudar para aí!
Faça o download do Promomix 5 de Babicz aqui.
Mais infos: www.robertbabicz.de
09/08/2009
Robert Babicz - o mestre dos magos
Postado por Plastiq às 11:15 0 comentários
23/06/2009
Pitto: música com “feelin”
DJ há 10 anos, o holandês Pitto começou a produzir suas primeiras faixas em 2005 e, a cada lançamento, vem chamando mais a atenção do mundo com suas produções hipnóticas e elegantes.
Comparado ao lendário produtor americano Moodymann pela revista DJBroadcast, bastante elogiado pela Pitchfork Media e apoiado por um batalhão de DJs/produtores do primeiro escalão como Dubfire, Laurent Garnier e DJ Hell, entre muitos outros, Pitto sacudiu o Miami WMC 2009, com a faixa “Feelin’”, tocada à exaustão por dezenas de DJs, sempre com excelente receptividade do público.
Batemos um papo com o produtor para entender melhor como esse cara criado numa pequena vila rural da Europa veio a se tornar um dos nomes mais promissores da House Music internacional.
Há um grande hype em cima do nome “Pitto” desde o lançamento de “Sexvibe” no ano passado, que ficou ainda maior com seu último single “Feelin’”, que está no case de muitos dos maiores nomes da música eletrônica. O que você acha de tudo isso?
Bem, fico muito feliz! Há muitas coisas acontecendo, então não tenho muito tempo para pensar nisso, na verdade. Mas isso que você mencionou realmente está rolando.
Hoje você faz mais lives ou mais DJ sets?
Eu faço mais lives, mas ultimamente as duas coisas estão ficando mais equilibradas, eu acho.
Eu comecei a fazer DJ sets 10 anos atrás, então eu sei como manipular uma pista de dança. Quatro anos atrás eu comecei a fazer só live sets, mas agora isso está mudando e eu estou me divertindo fazendo meus DJ sets, principalmente junto com meus amigos, como o DJ Nuno dos Santos.
Como é feito seu live, que vem sendo tão elogiado, e o que as pessoas podem esperar quando vão ver você tocar?
Meu live é feito com um laptop, alguns controladores, sintetizadores e módulos de efeitos – uso muitos equipamentos, na verdade – e, ultimamente, também venho fazendo alguns vocais, com uns efeitos bem malucos. A receptividade do público vem sendo ótima, então meu plano é continuar fazendo dessa forma, com muita energia!
Suas faixas estão no case de muitos DJs. E no seu case, o que podemos encontrar de novidades?
Algumas das faixas que mais venho tocando nos últimos tempos são:
1 “Sounds Like Summer”, Ross Couch (Body Rhythm Records)
2 “Devil’s Water”, James Zabiela's “More Umph” (Rebirth)
3 “Can't Change”, Origami/Andrew Phelan (Prismatic Tracks)
4 “Break Up”, Sasse (Toolroom)
5 “In The Air”, Javi Lopez (Open Bar Music)
E a cena eletrônica holandesa, como anda?
Está boa! Saudável e forte. Estou adorando o modo como as coisas estão por aqui. Tenho feito minhas próprias festas e estas têm sido muito boas também!
O que você acha desse revival de French House e Disco que está rolando?
Eu não tenho uma opinião formada a esse respeito. Eu apenas faço a minha música. “Feelin’”, por exemplo, foi feita cinco anos atrás, mas só foi lançada esse ano. Mas eu a produzi porque era o que eu estava a fim de fazer, não para que soasse como o que está na moda ou algo assim. Eu faço música que eu gosto e depois coloco no “compartimento” adequado, como dançante, “escutável”, fofa... (risos). Acho que você vai perceber quando meu álbum for lançado.
Aproveitando a deixa, quando o álbum “Green” será lançado? A sonoridade vai ser muito diferente daquela encontrada nos singles? O que você pode adiantar para nós?
Bem, o álbum será lançado lá pelo final do ano e vai ter um pouco de house, techno, algumas coisas mais “jazzy” e até músicas cantadas, compostas de uma forma bem “tradicional”, com a participação de alguns vocalistas e instrumentistas com quem venho trabalhando em estúdio.
E sobre as suas gigs pelo mundo, quais foram as mais marcantes para você?
Minha festa “Stekker” tem sido ótima, muito louca mesmo! Apesar de que abrir o novo show do Laurent Garnier também foi bem legal...
O que mais podemos esperar do Pitto em 2009? Planos para vir ao Brasil?
As coisas estão simplesmente acontecendo, sem muitos planos. Devo terminar o álbum em breve e, quando estiver pronto, farei algumas tours, com certeza.
Para os brasileiros, por enquanto, agradeço o apoio e desejo tudo de bom para todos aí!
Mais infos: www.myspace.com/pittolive
Postado por Plastiq às 20:06 0 comentários
13/06/2009
Flow & Zeo - amor, techno e batidas tropicais
Essa semana entrevistamos o casal de DJs/produtores cariocas Flow & Zeo. Eles contam sobre sua carreira, o selo Tropical Beats - do qual são sócios - e suas diversas atividades ligadas à música.
A primeira coisa que tenho que confessar é que acompanho o trabalho de vocês há alguns anos e que suas produções vêm melhorando a cada novo lançamento. Como vocês vêem essa evolução, desde o lançamento de “Illusion” até hoje?
A evolução é constante, aprendizado, desenvolvimento de novas tecnologias. A “Illusion” foi a primeira música que lançamos, em 2003, teve até um vídeo clip que passou no programa AMP da MTV. De lá pra cá muita coisa aconteceu, já tem mais de 2 anos que profissionalizamos o nosso home-studio com acústica e mais equipamentos analógicos, além de diversas parcerias com produtores renomados como Oliver Klein, Jon Gurd e Kasey Taylor, lançamentos em labels de peso como Kling Klong, 303Lovers, Hotfingers, Vapour e alguns top de vendas.
Apesar de já terem bastante material próprio, vocês ainda não se apresentam no formato Live Act, certo? É por convicção – preferência por fazer DJ sets mesmo – ou há planos de um live no futuro?
Acabamos de estrear o nosso live áudio visual FUZION, em parceria com a agência de multimídia Comparsas. São produções próprias e imagens autorais, unidas e sincronizadas, proporcionando um impacto sensorial. O conceito principal é o contraste da vida cotidiana no caos urbano com a paz e a harmonia da natureza, demonstrado através das imagens e do som. As apresentações são feitas ao vivo, com interferências em tempo real, criando uma atmosfera hipnótica e dançante.
Contem-nos como surgiu a Tropical Beats.
A Tropical Beats foi criada em 2004, inicialmente pelo Claudio Brio, James Monro e Jokke Ilsoe. Nós éramos artistas fundadores e entramos de sócios em 2005. O objetivo principal sempre foi dar suporte e profissionalizar a carreira dos artistas com a agência e a gravadora. O nosso relacionamento sempre foi muito bom e com o tempo fomos conquistando algumas parcerias importantes como o beatport para a venda de músicas e a Clique Bookings para tours internacionais como fizemos agora com o Trentemoller.
Além de tocar, produzir e gerenciar o selo, vocês ainda promovem eventos, fazem trilhas para grifes, etc... como conciliam o tempo entre todas essas atividades e qual o foco principal de vocês nesse momento?
É uma correria grande! Procuramos dividir 50% do nosso tempo para o lado artístico que envolve pesquisa musical, produção, promoção, gigs etc... e o lado business que abrange as atividades da Tropical Beats e eventos. Além da vida pessoal que também necessita de atenção e recarrega nossas energias.
Vocês já se apresentaram nos principais clubs, festas e festivais de todo o Brasil e em diversas partes da Europa. Contem-nos quais foram as gigs e experiências mais marcantes para vocês durante todas essas viagens.
Algumas... a apresentação no Love Parade foi a mais marcante, 1,2 milhões de pessoas nas ruas de Essen - Alemanha. Foi uma experiência única, ver todo o movimento de uma cidade organizada para um evento de música eletrônica. É excelente ter a oportunidade de apresentar nosso trabalho fora do nosso pais, absorvemos muita informação, além de nos divertimos! Adoramos também tocar no Brasil, o público é sempre receptivo e caloroso. Existem muitos eventos e clubs do mesmo nível ou até melhores dos que os internacionais como o Club D-edge e os festivais Skol Beats e Chemical Music.
Tem uma pergunta que é boba, mas não dá para resistir: qual o lado bom e o lado ruim de ser um casal trabalhando juntos nessa carreira?
Com certeza o lado bom pesa mais...é muito gratificante porque amamos o que fazemos e nos completamos em muitas coisas. Claro que as vezes não é fácil separar todos este lados, mas a recompensa vale muito. Não tem nada melhor do que poder compartilhar uma conquista profissional com o seu parceiro. O amor alimenta a música e a música alimenta o amor, é um ciclo vicioso!!!
Quais os planos para o futuro de Flow & Zeo e da Tropical Beats?
Os planos são continuar trabalhando e evoluindo na nossa carreira artística, produzindo muitas músicas, tocando bastante e expandindo a Tropical Beats, que hoje já atua nas áreas de agenciamento, gravadora, rádio, venda de produtos, eventos e distribuidora (TB Bookings, TB Records, TB Radio, TB Shop e TB Net).
Mais infos: www.myspace.com/flowezeo
Postado por Plastiq às 16:15 0 comentários
20/05/2009
Yosh - Techno brasileiro made in Japan
Um produtor que vem construindo uma carreira sólida no Techno, com lançamentos de altíssima qualidade por selos nacionais e internacionais é o Yosh, projeto do DJ Mack – conhecidíssimo na cena psytrance -, que nos conta agora um pouco sobre sua trajetória.
Sua carreira de DJ começou no Japão, certo? Como isso aconteceu?
Morei por 6 anos no Japão e comecei a tocar trance, depois psytrance porque a cena era bem grande lá. Em 99 voltei para o Brasil e estou aqui desde então
E a produção, como entrou na sua vida?
Em 2002 eu fui morar com o Gabe e nessa época ele já produzia. Eu também me interessei no assunto e comprei meu primeiro Mac. Fui aprendendo e me desenvolvendo com o passar dos anos - sempre que dava tempo, porque nessa época tinha muita procura pelo meu DJ set.
Você já era bastante conhecido no circuito psytrance como Mack. De onde veio a idéia de começar a tocar e produzir techno?
Eu gosto de techno desde que me interessei por música eletrônica - na época, um outro tipo de techno -, mas depois que me envolvi com o trance deixei meio de lado esse interesse... mais ou menos em 2005 comecei a frequentar bastante clubes e foi então que comecei a curtir de novo, especialmente esse estilo de techno não tão rápido e distorcido.
O Gabe foi um dos primeiros produtores brasileiros vindos da cena psytrance a se aventurar no techno e é um grande amigo seu, tendo inclusive lançado algumas tracks juntos como Brain XL. Conte-nos um pouco sobre a amizade entre vocês e se há algum plano de lançarem algo juntos novamente.
A gente morou juntos por quatro anos, fizemos várias tracks e foi uma época bem legal para a cena e para nós também. Não estamos mais produzindo esse projeto (Brain XL), mas temos planos de fazer várias tracks juntos ainda.
Como Mack você já se apresentou ao redor do mundo, nas principais festas e festivais. Como estão as gigs do projeto Yosh? Quais as apresentações mais marcantes até o momento?
O Yosh foi uma surpresa para mim, pois tive um feedback muito bom desde da primeira track que eu fiz. Logo no meu primeiro EP atingi a posição 41 do top 100 de minimal, isso foi uma ótima motivação para esse projeto.
Em relação a festivais, eu toquei em vários. Talvez os mais marcantes tenham sido Samothraki, Voov e Universo Paralello.
Como anda a conciliação entre os dois projetos (Yosh e Mack)? Você pretende continuar com os dois?
Sim, na última Tribe meu live de trance teve um feedback muito bom e não pretendo parar. Em relação a conciliar os dois projetos, não é tão difícil se você sabe exatamente para que caminho você quer que a track vá.
Quais os planos para o futuro?
Por enquanto, uma tour no Japão e uma na Europa promovendo meus dois projetos.
Live set do Yosh para download: clique aqui.
Mais infos: myspace.com/mackeister | myspace.com/yoshsounds | soundcloud.com/yosh-1
Postado por Plastiq às 18:47 0 comentários
19/05/2009
DOSSIÊ COMPLETO: DJ Mora
Com uma carreira de sucesso de mais de uma década, o DJ Viktor Mora dispensa apresentações. Batemos um papo com ele para saber um pouco mais sobre o passado, presente e futuro de um dos maiores hitmakers - junto com seu parceiro Naccarati - da House Music nacional.
Você começou sua carreira de DJ bem cedo – aos 16 anos – e faturou alguns prêmios ainda bem jovem. Como foi a transição para começar a produzir suas próprias músicas?
Comecei com a ideia de produzir depois de ler algumas matérias em que grandes DJs falavam sempre "que uma música faz sua própria propaganda". Por exemplo: um DJ toca em uma festa para 1.000 pessoas, se sua musica for tocada por muitos DJs em cada festa de 1.000 pessoas, você será muito mais divulgado do que apenas tocando - isso quem falou foi o Tiesto. Logo depois de ler isso, fui convidado por uma agência de publicidade de São Paulo para fazer uma track para ser colocada no CD da (bebida) Amarula. Seria um CD promocional com uma música de cada DJ.
Foi então que fiz minha primeira track com o Naccarati - que já era meu parceiro e muito amigo -, chamada Afrika. Depois disso não paramos mais. Hoje temos mais de 50 tracks lançadas, por mais de 15 diferentes labels, presentes em todos os sites do gênero.
Como começou a parceria com Naccarati e como é a metodologia de trabalho de vocês no estúdio?
O Nacca e eu nos conhecemos desde os 15 anos, a gente tocava em festinhas em Sorocaba e tínhamos muitos amigos em comum. A gente sempre teve as mesmas ideias e gostávamos das mesmas coisas. Comprávamos discos juntos e não podia ser diferente de ter uma parceria nas produções. Aprendemos muita coisa e hoje nos encontramos no estúdio toda semana.
Nossa metodologia de trabalho é a seguinte: às vezes quando um tem uma ideia, começa sozinho, mas logo o outro vem para ajudar e dar uma opinião. Até mesmo porque tem dias no estúdio em que você, sozinho, fica travado e quando tem alguém por perto o negócio anda. As ideias dobram!
Sua residência na Anzu Club já dura 11 anos. O que você faz para permanecer inovando, para nunca se estagnar?
A Anzu é um club muito especial para mim. Sempre aprendi muito tocando lá, recebendo muitos DJs, tocando para muitas pessoas todo sábado. Sempre falo para meus amigos que meu carro já vai sozinho ate lá....
Além da Anzu eu toco pelo Brasil todo durante a semana. São pelo menos 3 gig's por semana então, se eu não me atualizar, eu mesmo enjôo das musicas que eu toco. Eu estou sempre me atualizando em sites, revistas e trocando músicas com DJs amigos do mundo todo. Recebo muitos promos das gravadoras e isso ajuda muito também. Alem das tracks e remixes que eu faço para eu tocar.
Na Anzu você tem a oportunidade de dividir o palco e conhecer os maiores DJs e produtores do mundo. Esses contatos já renderam muitos frutos para a sua carreira?
Com certeza. É muito legal receber DJs e produtores que fazem as tracks que eu mesmo toco. Isso para mim é muito legal e até hoje eu gosto de tocar com os DJs que tocam o mesmo estilo que eu, os DJs que estão na mídia atual. Muitos deles chegam na Anzu e ficam impressionados com o club, o som, a cabine e muitos deles mantêm contato via e-mail , myspace...
O legal - e que acontece muito - é, depois de alguns meses ou semanas, ver que minha música esta no set desses DJs, que as músicas que eu mandei para eles por e-mail ou entreguei o CD na própria Anzu está no case deles e sendo tocada no mundo todo. Já vi o David Guetta tocar minha track no Privilege em Ibiza, assim como Layo e Bushwacka, Morillo, Steve Angello e muitos outros...
Você já tocou em diversas partes do mundo, em clubes e festas de grande renome. Qual foi a gig internacional mais marcante de sua carreira?
Aqui no Brasil estou acostumado a pegar vôos para todos os lados, o Brasil é gigante então se a gente pensar muitos DJs da Europa viajam menos horas que a gente e tocam em paises diferentes. Lá, voos de 1 a 2 horas ligam países de línguas diferentes . Mas quando falamos em uma festa que vamos tocar fora do Brasil é bem diferente no que pensamos, no que iremos tocar e assim começamos a preparar o case para essa Tour internacional.
Mas o Brasil hoje em dia é o melhor lugar para tocar no mundo todo. Tem gente bonita, vibe incrível e é por isso que todos os DJs internacionais querem tocar por aqui. Hoje o Brasil é a mina de ouro da música eletrônica. Eu adoro tocar aqui, viajar de um lado para o outro tocando é muito bom.
Uma gig internacional bem especial foi uma das vezes em que eu toquei no SPACE de Ibiza. Foi no ano de 2005 e tinha muitos brasileiros por lá e dai me senti em casa. Isso me deixou mais tranquilo e fiz realmente o som que eu gosto de tocar e toco sempre. Foi incrível e muito especial ter o sabor de estar tocando no melhor club do mundo, com uma parte do publico do nosso pais.
Para finalizar, quais os planos para o futuro?
Continuo trabalhando muito forte no estúdio, lançando tracks e tocando toda semana. Uma novidade é a nova gravadora Movida Music, que é uma filial da Lokik Records e que esta vindo com forca total (eu e o Nacca que comandamos os lançamentos). A gravadora teve seu primeiro lançamento no mês passado e com certeza vai fazer barulho no mercado do house e progressive house.
Outra novidade é o Mora & Naccarati Live Audio Visual, que é o nosso projeto de live com imagens linkadas ao som. O live é muito diferente de todos os outros que já vimos no mundo todo, temos uma parte em que colocamos a imagem do presidente dos EUA (Obama), Martin Luther King e outras novidades que fazem conexão entre imagem e som.
Abaixo, alguns presentes de Viktor Mora para os leitores do Plastiq Musiq, divirtam-se!
DJ Set (Abril 2009): Parte 1 | Parte 2
Tracks:
Mora & Naccarati - Terraza
Mora & Naccarati - Terraza Dub
Mora & Naccarati - Flash Light
Mora & Naccarati - Sorolands
Viktor Mora & Naccarati - Sold Out
Viktor Mora & Naccarati - Your Eyes
Mais infos e músicas: www.myspace.com/moradj | www.agenciadedjs.com.br
Postado por Plastiq às 13:33 0 comentários
18/05/2009
NA AGULHA: Stephan M
A seção "Na Agulha" abre a case de DJs do mundo todo para saber quais as faixas que eles têm mais tocado ultimamente.
Hoje quem revela seu top 10 é o veterano DJ e produtor francês de house, Stephan M:
1. Bob Sinclar Feat Sugarhill Gang - La la song ( DJ Pedro & Stephan M remix ) - Yellow / Barclay / Universal
2. Arno Cost - Cyan - Serial
3. David Penn and Jabato - En mi Casa (Original Mix) – Urbana
4. Laurent Simeca - Tekila ( original mix ) - MDE
5. Erick Morillo & Richard Grey Feat Cosy - Say the word ( DJ Pedro & Stephan M Remix ) - Subliminal
6. Alex Kenji - Up - Starter
7. Youri Donatz and Rizardo - Wanna Be (freak) ( Original Mix )- Sneakerz Musik
8. AVICII - So Excited ( Laurent Simeca remix ) - Vicious
9. Planet Funk - Lemonade ( Tommy Vee & Roy Malone Club Mix ) - Airplane
10. Montano Vs Trumpetman - Itza Trumpet Thing ( Filthy Rich Remix )
Postado por Plastiq às 18:10 0 comentários
SANGUE NOVO: MiniBad
Nessa seção, que foca os novos talentos da música eletrônica, apresentamos o projeto MiniBad, de Curitiba. Com pouquíssimo tempo de estrada, o projeto vem se destacando na cena nacional, lançando faixas por selos nacionais (Moog Music Records) e internacionais (como Generation Records, do Canadá, e Presslab Records, da Itália).
Batemos um papo com o produtor por trás do MiniBad, Henrique, para saber um pouco mais sobre sua carreira.
Como surgiu o interesse pela música eletrônica e pelo Minimal e Techno específicamente?
Bom, o interesse por música eletrônica surgiu mais ou menos uns 10 anos atrás, quando inicialmente eu acompanhei o desenrolar desse estilo aqui no Brasil pelo rádio. Não se ouvia música eletrônica como se ouve hoje e a dificuldade de achar um bom material era bem maior... pelo menos para mim! Não me limitei apenas a um estilo naquela época, sempre gostei muito de Hip Hop e posso dizer que aprendi muito sobre percussões com esse tipo de som. Com o passar dos anos comecei a frequentar festas e clubinhos aqui em Curitiba, conhecendo os estilos Minimal e Techno que rolavam no underground da cena e foi paixão à primeira vista!
Como você começou a produzir?
O interesse por produção veio após uns 2 anos tocando em festas e clubs aqui de Curitiba. No final deste período resolvi parar e estudar mais sobre o que eu realmente queria e resolvi começar a produzir.
Que equipamento você está usando atualmente?
Uso apenas um Desktop que não é lá grande coisa, com 2 GB de Ram, Processador Intel, e um HD vasto para caber tudo o que preciso. Em matéria de Software, uso o Ableton Live, além de alguns plug-ins de efeitos, compressores, equalizadores, etc.
Como surgiram os contatos com a Presslab Records e a Generation Recordings?
Logo após terminar algumas faixas de melhor nível, eu fiz uma página no Myspace. Foi então que comecei a divulgar o meu trabalho. Mesmo não sendo tão bom resolvi meter a cara e ver no que dava, saí adicionando várias pessoas e por ironia acabei adicionando o Julien Loreto que é dono do Generation Recordings, selo do Canadá. Ele gostou das minhas produções e me mandou mensagens pedindo os sons na íntegra, com intenção de lançar um EP com minhas faixas. Um mês depois eu estava nos maiores sites de comercialização de música eletrônica do mundo. Com o Presslab Records foi mais ou menos parecido, só que dessa vez eu havia enviado umas demos para o pessoal da Presslab Crew, que avalia milhares de faixas a serem selecionadas para os lançamentos do selo. O tempo passou e, como não havia recebido resposta do pessoal, já tinha até desistido da idéia e decidi lançar as faixas em um selo de um colega aqui de Curitiba o Edson B. (Moog Music Records). Então, quando eu menos esperava, o Omar do Presslaboys me enviou um e-mail dizendo que havia amado as faixas e que gostaria de
fazer um EP com minhas músicas para lançar o mais breve possível. Aí ele me enviou contratos e agora tenho uma assinatura de 10 anos com o selo. O primeiro release vem à tona neste mês de Maio, caso dê tudo certo.
Como anda a cena eletrônica em Curitiba?
Como em quase todo o Brasil a cena curitibana está fraca, o underground não sobrevive e a única coisa que rola de bom são algumas festas em Clubs e o festival Tribaltech que sempre traz ótimos nomes do House nas tendas do Vip Stage.
E quanto a outros DJs e produtores do Paraná? Há alguns nomes despontando na cena que você gostaria de mencionar?
Com certeza! Em primeiro lugar, Rolldabeetz (Soundmand Pako e Fabo Px). São dois amigos que me deram dicas quando eu estava começando, e que agora trocamos várias informações para manter a evolução no que fazemos.
Em seguida, Edson B. que é dono do meu selo aqui de Curitiba.
E um outro amigo que está se destacando também, que é o Loo Massami.
Quais os planos para o futuro ?
No momento estou começando a adquirir alguns equipamentos para não ficar parado no tempo, até porque o material que uso já não me satisfaz e não acompanha o meu ritmo de trabalho.
Pretendo enviar algumas Demos para o Selo 303Lovers e ver no que dá, além de continuar lançando pelos selos já citados.
Também, se tudo der certo, pretendo fazer um tour pelo Brasil, me apresentando e divulgando meu trabalho.
Para conhecer o som do Minibad, faça o download das mp3 abaixo:
Minibad - Anomalia
Minibad - Underway
Postado por Plastiq às 00:46 0 comentários
14/05/2009
PING-PONG: JC (Dedlee Groovz)
Inaugurando a seção Ping-Pong, meu parceiro no Dedlee Groovz JC responde na lata algumas perguntas sobre música, a importância da energia elétrica para a nossa profissão e misturas de bebidas... hm... inusitadas.
O que você está ouvindo agora?
O remix que fizemos (Dedlee Groovz) para a track "You know me better", da Roisin Murphy (N. do E.: Esta track está disponível para download, no final da entrevista).
Quais as tracks que você mais tocou em 2009 até hoje?
Ralvero - Party People
Consoul Trainin feat. Joan Kolova - Stop
Dennis Christopher - Set it Off (Ian Carey Remix)
Quando não está ouvindo House ou Techno, está ouvindo...
Os clássicos. Tudo entre Kraftwerk e The Chemical Brothers.
Quais os produtores que vêm chamando sua atenção esse ano?
Ian Carey e Teo Moss (House), Pryda (Progressive House), Hoxton Whores e Albin Myers (Tech House), Dimitri DKN (Full on groove), Will I Am (The Black Eyed Peas).
Qual seu maior sonho de consumo?
Um Korg Triton Extreme 88 e um Mac Pro 8-Core Intel Xeon 5500.
Live ou DJ set?
Live.
O que não pode faltar enquanto você está tocando?
Energia elétrica (risos), líquidos (risos), positive vibrations e paz de espírito.
Bebida preferida?
Suco de uva com Sprite.
Quais os planos pra 2009?
Dedicação total ao Dedlee Groovz. Devemos começar a primeira tour próximo ao final do ano quando o debut live estiver pronto.
MP3 para download: Roisin Murphy - You Know Me Better (Dedlee Groovz RMX)
Postado por Plastiq às 18:17 0 comentários
11/05/2009
Florian Kruse, o talento está no sangue.
Florian Kruse é uma das promessas da House Music alemã para 2009. Irmão do produtor Vincenzo - ícone da música eletrônica de Hamburgo desde meados dos anos 90 -, Florian já lançou faixas pelos selos Urban Torque, Global Underground, Slip N’ Slide, Om e Dieb, entre outros.
O DJ/produtor deu os primeiros passos na música depois de ganhar um toca-discos do irmão, em seu aniversário de 13 anos. Mas foi quando Vincenzo lançou as primeiras tracks pelo selo Raw Elements, de Steve Bug, que Florian decidiu, definitivamente, seguir os passos do irmão mais velho.
Conheça um pouco mais sobre Florian Kruse na entrevista a seguir.
Como você começou a produzir?
Aos 16 anos, comprei uma mesa Mackie de 14 canais, um sampler Akai S20 e um sintetizador Roland Super JV 1080 e eu e meu primo começamos a fuçar.
Aos 19, enquanto trabalhava na Public Propaganda, que elaborava as paradas de dance music na Alemanha – época em que também consegui minha primeira residência como DJ, no clube Kabana, de Hamburgo -, comecei a ter acesso a muito material das gravadoras e contato com DJs e produtores, o que me inspirou para trabalhar em minhas primeiras produções voltadas à House Music.
Então, dois anos depois, comecei o curso de engenheiro de áudio em uma faculdade aqui em Hamburgo, onde acabei lecionando durante alguns anos. Em seguida, fui trabalhar em uma produtora de áudio chamada NHB, onde eu criava jingles e fazia locuções, inclusive para alguns grandes comerciais de TV e rádio.
Recentemente, eu e meu sócio Nils Nurnberg, alugamos um estúdio com equipamentos de última geração, bem confortável, inclusive com cozinha e sala de TV para relaxar e receber os amigos.
Além de Vincenzo e Nils Nurnberg, quem foram as pessoas-chave para sua carreira até o momento?
Um dos caras mais importantes foi Christian Larsson, da SoundZ Limited e dos selos Slip N’Slide e Kicking Records. Foi ele quem lançou minha primeira track - em parceria com Ciro Vesuviano - e acabou se tornando meu agente em 2007.
Também tenho que mencionar Athens Stel, John e Kostas, da Dieb Audio, Basti e Toddie da Knee Deep, Leigh Morgan da Urban Torque, Alf Tumble e Combo da Heya Hifi e Robert Grega da Om Records.
O mundo da música eletrônica funciona assim: você conhece uma pessoa que conhece outra, que conhece outra... e se suas produções chamam a atenção desses caras, surge a oportunidade de lançar alguma coisa pelos selos deles.
Você vem fazendo seus sets em diversos países da Europa, como Espanha, Inglaterra e Grécia, entre outros. Qual foi a apresentação mais memorável até agora?
As mais memoráveis foram as festas da Om Records e Freerange em Londres, no ano passado, quando toquei com Charles Webster, Jimpster, Paul Woolford e Matt Masters.
Sendo um adepto do vinil, em todas essas viagens, você não se cansa de carregar tanto peso? Não pensa em se render ao Serato, CD’s, ou alguma outra tecnologia?
Bem, eu compro e toco muito vinil e planejo continuar lançando minhas faixas nesse formato. É uma sensação incrível segurar um disco antes de colocá-lo para tocar. O dia em que recebo meus lançamentos prensados em vinil do selo ou da distribuidora, me sinto como se fosse meu aniversário ou Natal, é demais! Além disso, eu percebo a diferença no som. Pode soar como um clichê, mas o som do vinil tem muito mais pressão e “calor”, na minha opinião.
Por outro lado, ultimamente, 10% de meus sets é feito com CD’s, que me dão a possibilidade de tocar faixas que ainda não foram lançadas e que recebo por e-mail. Não tenho nada contra o som das CDJs Pioneer, mas não gosto do Serato e do Traktor, que soam muito “magros” e digitais para o meu gosto. Acho que devem ser uma boa solução apenas para quem tem problemas de coluna (risos).
Como anda a cena de Hamburgo, na sua opinião?
É legal porque é bem familiar, todos se conhecem. Outra coisa interessante é que todos os clubes ficam próximos um do outro, então dá pra ir a pé a vários deles e curtir um pouco em cada um.
Meu clube preferido é o Baalsaal, tem ótimas festas lá. É um lugar escuro, com um jeitão bem underground e com um sistema de som excelente. No andar superior, funciona o Neidclub, que também é legal, bem enfumaçado e que toca bastante disco.
Tem também o Ubel & Gefahrlich (Malvado & Perigoso), que é um velho depósito da II Guerra Mundial, onde o pessoal da DIYnamic costumava fazer suas festas mensais, com grandes nomes como DJ Hell, Miss Kittin e Tiger Stripes, entre outros.
Foi aqui que Stimmimg, H.O.S.H. e Solomun iniciaram suas carreiras.
Para finalizar, quais os planos para o futuro?
Eu, Nils e Stel estamos trabalhando em um novo projeto chamado Wiretappeur. Temos também um EP de duas faixas (mais alguns remixes), que será lançado em breve pelo selo Fresh Meat. Pretendemos também trabalhar bastante em nossa produtora e nosso selo (Save Room Recordings), que já lançou faixas e remixes de artistas como Dualton, Scope, Scary Grant e Ciro Vesuviano. O próximo lançamento será do I/O, da Ucrânia, com remix de Jeff Bennett.
Em relação às apresentações, estou ansioso para tocar no Sonar Festival, em Barcelona, no dia 20 de junho pela Om Records.
Planos para o Brasil?
Adoraria tocar no Brasil. Só ouço maravilhas daí, sobre a beleza dos lugares e das pessoas. Já tive e toquei alguns discos de Latin House de produtores brasileiros, se não me engano. Agora é só aguardar um convite, né? Quem sabe em breve...
Postado por Plastiq às 14:29 1 comentários
